domingo, 23 de fevereiro de 2014

Buenos Aires - dia 2

Esse segundo dia em Buenos Aires foi marcado por verde, muito verde.

Começamos em Palermo, no Jardín Zoológico. Experiência bacana, principalmente para quem não ia a um zoo há alguns anos. 





Em frente ao Zoo fica o Jardín Botánico. Local por demais aprazível, repleto de árvores e plantas, pontuado por esculturas lindíssimas. Entrada franca. 



Fomos em torno do horário do almoço, e muita gente faz sua refeição e vai sentar, pensar e curtir a vida no Jardín Botánico.



A pedida seguinte é atravessar a Avenida Santa Fé e adentrar pelas ruas de Palermo. Compramos até coleira pra um dos nossos gatos em uma pet shop descolada.

Quando cansar de pernear pegue um taxi e vá para o Museo Nacional de Arte Decorativo, na Avenida del Libertador, 1902.

Era residência de uma família tradicional argentina, datada do início do século 20, que acabou comprada pelo governo e virou museu. Abriga uma coleção rica, inclusive com estátuas do século IV a.C.

O Museo conta com um café charmosinho, onde se come um autêntico alfajor delicioso.

O próximo passo é seguir a pé na Avenida del Libertador, passando por inúmeras "plazas" arborizadas. Muita gente vai caminhar ou levar o cachorro pra passear.






Depois do Museu de Belas Artes se pega o início da Avenida Alvear, ladeada por prédios e casas belíssimos, nos quais há lojas das marcas mais importantes.

É nessa avenida que fica o Hotel Alvear, o mais fino de Buenos Aires atualmente. 

Também conta com a Galeria Alvear, com lojas igualmente elegantes de marcas argentinas.

É lá que fica uma das lojas de Maria Mateo, que faz artesanalmente esplêndidas pashminas, cachecóis, estolas de fitas de seda. Lindos produtos. Seu trabalho aparece constantemente em revistas, como um dos itens típicos de Buenos Aires. Must-have.

Na Avenida Alvear ainda está a Embaixada do Brasil, um palacete defronte à Plaza Carlos Pereyo. E bem próxima está a Embaixada da França. Pena que ambas estavam com as magníficas fachadas parcialmente cobertas, em reforma.

A segunda noite foi dedicada ao show de tango. Optamos pelo do Café Tortoni. Gostamos bastante. Ocorre no subsolo do café, em dois espetáculos, às 20:30 e às 22:30, com duração de uma hora.




O show é uma mescla de teatro sobre como nasceu o tango e apresentações da dança, bem como de milongas e danças "gauchas", que se assemelham muito com as nossas apresentações de chula e com boleadeiras.

Um aspecto muito bom de se assistir no Tortoni é ir e voltar a pé do hotel, caso esteja hospedado na região.

Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas caminhando tranquilamente na Avenida de Mayo em torno das 22 horas...

Finalizando discorrendo sobre algo que adoro fazer: percorrer os supermercados e farmácias dos lugares por onde ando. É muito bacana descobrir marcas de produtos que fazem parte do nosso dia a dia, bem como embalagens muito diferentes. Faz parte da graça da viagem.

Uma coisa interessante daqui: alguns lugares contam com wi-fi aberto e gratuito. Como a Galerias Pacífico e o Jardín Botánico.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Buenos Aires - dia 1

O que dizer de Buenos Aires? Fizemos hoje o chamado Microcentro, conhecendo verdadeiras instituições argentinas.

Começamos o dia no Café Tortoni. Vale muito a pena conhecer o mais antigo café da cidade, fundado em 1858, reduto do pessoal do tango, escritores e outras personalidades.



Uma boa pedida é o café com leite acompanhado de três medialunas, por $39 pesos argentinos. É bem servido e as medialunas são deliciosas...




Seguindo na própria Avenida de Mayo, onde fica o Tortoni, vai-se desembocar na Plaza de Mayo, onde estão vários pontos significativos da cidade, como o Cabildo, a Catedral, a Casa Rosada e o Banco de la Nación.







Nos arredores está a Calle Florida, o equivalente à Rua dos Andradas de Porto Alegre. Tenha paciência, porque ao longo de toda a sua extensão você receberá milhares de ofertas de "câmbio"  e passeios turísticos. É só ignorar...

Mais próximo do final da Florida estão as Galerias Pacífico, também em um prédio lindo e histórico. A pedida é aproveitar e tomar um autêntico sorvete argentino.





A Florida termina em duas quadras, que é exatamente onde se concentram as boas lojas de artigos de couro e peles. Muito finas.

Ao final da Florida está uma das praças consideradas mais belas da cidade, a Plaza San Martín. Linda!!!






Voltando pela Florida até a Viamonte, segue-se nesta até o Teatro Cólon, imponente.



E então é só seguir até a Uruguai e desta seguir até a Santa Fé. Tudo para chegar na El Ateneo Grand Splendid, a livraria mais antiga da América Latina, que funciona num antigo teatro, lindo!!!



A El Ateneo completa 100 anos. Se não puder ir na Grand Splendid, vá ao menos em uma da Florida.



Viram que ainda não respondi a pergunta sobre o que dizer de Buenos Aires? É que amanha vamos a um lugar muito diferente do Microcentro. Quero ir lá antes de responder...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Caneta delineadora

Nunca me interessei muito por delineador, porque sempre considerei bem chatinho de aplicar.

Mas me animei a testar essa caneta delineadora da "quem disse, berenice?" E amei!!! 



Muito fácil de aplicar... Vale testar...

Comprei a minha na loja da marca no Shopping Beira Mar Norte, em Floripa. Mas dá pra comprar pelo site, http://www.quemdisseberenice.com.br/Pages/Produto.aspx?Sku=0000000018&Variant=17969 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Guias de Buenos Aires

Absolutamente encantada e apaixonada por esses dois guias de Buenos Aires:



Ambos são na medida pra quem vai ficar poucos dias no destino.

Esse Top 10 da série Guia Visual da Folha de São Paulo é fantástico!!! Sou suspeita, porque sou fã incondicional daqueles guias completíssimos da Folha. E essa versão mini, Top 10, foca nos programas nota 10. Da cidade, de cada área/bairro, da região. Os 10 restaurantes mais top, os 10 melhores hotéis de caa categoria, 10 dicas pra uma viagem econômica, 10 coisas a se evitar... Simplesmente amei esse... E vem com um mapa.




Esse Guia Buenos Aires para brasileiros também é show!!! Foi escrito por duas brasileiras, uma que morou e uma que mora em BA.

Também com dicas de cada bairro/área, de arte ao ar livre, de roubadas a se evitar... Bem útil...


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Flats


Amo um sapato de salto. São lindos, maravilhosos... Mas não consigo usá-los de jeito nenhum!!! Esses dias fiz uma limpa aqui em casa e tirei todos - ok, quase todos - os sapatos que não uso. E a maioria tinham um salto considerável.

É claro, sobraram alguns que mesmo tendo um saltinho não me machucam de jeito nenhum. Sorte...

Não sei o que acontece. Tenho a pele bem fininha, e a maioria dos sapatos me machuca, me arranca pedaço, seja do calcanhar, seja dos dedos. Um horror!!! Na minha bolsa sempre tem micropore - graças à Tâmim, que me ensinou esse truque - e um bastão de creme que comprei na Itália, que é justamente pra proteger os pés da fricção de calçados (não achei aqui ainda, mas deve ter).

O engraçado é que no inverno isso não acontece. Posso usar botas de salto numa boa. Acredito que seja por causa da meia grossa...

Daí que resolvi assumir de vez o uso das flats... Pode ser sapatilha, slipper, loafer, sandália, tênis, não importa... Tenho até uma sandália flat de festa... Kitten heels também curto...

Slipper



Loafer




Kitten heel



Pra quem leva vida corrida, esses sapatos são um achado... 

Dica: experimentar muito bem antes de comprar, porque mesmo esses modelos podem ser horrivelmente rígidos e arrancar pedaço do pé. Também desses já tive que me livrar de alguns modelos...

Bom, pra quem gosta do estilo: as sapatilhas de couro da Arezzo são uma delícia. E os calçados da Pellika moram no meu coração. Amo de paixão. De lá tenho até sandálias altas que não machucam. Maiores informações aqui .

E recentemente descobri os calçados de silicone da It Beach. Já vi lojas e estandes nos dois terminais do Aeroporto Salgado Filho (Porto Alegre), no Afonso Pena (Curitiba) e no Hercílio Luz (Florianópolis). Acabei comprando no terminal novo do Aero de Porto Alegre.

Gostei bastante desse modelo de sandália; mas não tinha no meu número.



Optei pelas sapatilhas. São muito confortáveis!!! E fáceis de limpar...



O bacana é que esses "brilhinhos" são injetados. Então ficam sempre iguais e não existe risco de perdê-los.

Estou curiosa com os modelos de inverno. Quero comprar uma galocha...

Para quem quiser conferir, o site da marca é esse .

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Não Espere pelo Epitáfio...


A primeira postagem que fiz sobre o Mario Sergio Cortella foi essa , sobre a declaração de amor que ele fez para a esposa Janete em uma matéria da revista Cláudia num Dia dos Namorados.

A segunda foi sobre o livro Não se Desespere! .

E agora estou lendo - e amando - o Não Espere pelo Epitáfio...



Não terminei ainda; mas um dos textos de que mais gostei foi esse, que preciso transcrever, de tão bom:

"Refocilar é preciso!

Fevereiro é sempre um mês que carrega em si a agradável ideia de menos trabalho (para quem já o tem), seja por ser um mês mais curto (mesmo nos anos bissextos), seja pela constância com a qual o Carnaval nele desponta. É mês também um pouco indefinido, inclusive quanto à origem do nome februarius (talvez vindo do latim februare/purificar), e acabou se tornando para nós uma época raramente recomendável para iniciar projetos e atividades, exceto no insistente e fragmentado calendário escolar. Fevereiro parece um intervalo temporal menos sério e austero, quase que deixando levemente suspensa a gravidade de nós requerida para o restante dos meses; nele, o nosso desvelo dá-se o direito de relaxar um pouco e dissolve em parte o apego aos cronogramas implacáveis ('depois de fevereiro a gente vê como faz').

No entanto, apesar da fingida vacuidade, fevereiro lembra para muitos um período de agradável refocilamento. Refocilamento? Será que Assis Valente sabia disso ao escrever 'Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros, que nós queremos sambar?' Nosso idioma guarda delícias surpreendentes e uma delas é que essa estranha palavra, refocilamento, significa recuperação das energias perdidas. De onde vem tal entendimento? Em latim o vocábulo focus (fogo) ganhou o diminutivo focilus (foguinho) não na acepção ébria, tão inconveniente por estes festejos, mas indicando o esquentar, aquecer, e, por extensão, reanimar.

Refocilar é, portanto, reaquecer e revigorar! Uma pitada de erudição? É só lembrar que Camões usa o verbo no Canto 9 de Os lusíadas, dizendo: 'Algum repouso, enfim, com que pudesse/refocilar a lassa humanidade'. Fica malicioso perguntar a alguém se já está preparado para refocilar tranquilamente nos feriados ou, melhor ainda, indagar a posteriori na volta ao trabalho: 'refocilaste bem?'

Para muita gente, refocilar implica antes de tudo em ser capaz de passar os dias de folga morgando. Morgar, essa gíria brasileira que quer dizer, entre outras coisas, dormir, nada fazer, deve ter a sua fonte indireta em morgue (necrotério, como descanso) ou, até, em morgado (bens e privilégios herdados que permitiam não trabalhar mais). De qualquer forma, morgar sugere o remanso, o sossego, a habilidade lentamente desejada e desenvolvida para imobilizar as atribulações do cotidiano e evitar perturbações momentâneas.

Refocilar é restaurar e reforçar. É recompor potências, recuperar forças, retomar a animação, isto é, a vitalidade. Note-se que em todos os desdobramentos e identidades desse verbo aparece o prefixo 're' que indica repetição ou reforço de sentido, de forma a trazer de volta aquilo que talvez tenha se ausentado. Mas, logo fevereiro, pouco depois que o ano começa? Não parece prematuro? Refocilar, todavia, é também desenfadar e desenfastiar e aí o prefixo 'des' é negativo, de modo a tornar nulo o enfado e o fastio. Qual enfado ou fastio? Aquele que os aborrecimentos, importunações e desprazeres miúdos provocam sorrateiros no nosso viver e que exigem sim uma carga refocilante.

Reavivar a chama, dar à vida um tempo de recreio, de recreação (recreare, criar de novo), sinalizando esse recrear com a perspectiva de diversão e júbilo. Não é à toa que as nossas memórias se fartam vez ou outra na recordação de grandes recreios vividos com transbordante alegria na aparentemente longínqua infância.

Falamos muito - e isso é importante para afastar a síndrome do ocupacionismo desenfreado - em valorizar o 'ócio criativo'; porém, cautela nessa empreitada, pois corre-se o risco de querer tornar continuamente produtivo (na acepção utilitarista do termo) aquele tempo livre que tanto reivindicamos. O refocilar deve somar-se ao morgar e disso tudo tem de trazer à tona a possibilidade de viver um fundamental 'ócio recreativo' ..."

Precisa dizer mais?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O uso do leque

Tenho observado que esse calor escaldante e abrasador está instigando a retomada do uso do leque.



Nessas últimas duas semanas vi moçoilas descoladas sacando seu leque da bolsa.

Lembrei que lá em casa chegamos a ter uns desses há muito tempo.



E lembrei daquela cena bacana do filme O Diário da Princesa, em que a rainha vai ensinar a princesa a linguagem do leque.



Remonta a uma época em que a vida talvez fosse mais poética, em que a linguagem do leque e das flores e outras pequenas sutilezas compunham o cotidiano das pessoas consideradas bem nascidas.

Achei um post bacana sobre o assunto nesse blog,  http://thetarnishedangels.blogspot.com.br/2010/03/observem-que-o-leque-fala-linguagem-do.html?m=1 . "Observem que o leque fala a linguagem do amor".   Vale conferir. Essas duas fotos são de lá.




Não acredito que a linguagem do leque irá voltar; mas que o adereço é um charme, ah, isso é...