sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Não Espere pelo Epitáfio...


A primeira postagem que fiz sobre o Mario Sergio Cortella foi essa , sobre a declaração de amor que ele fez para a esposa Janete em uma matéria da revista Cláudia num Dia dos Namorados.

A segunda foi sobre o livro Não se Desespere! .

E agora estou lendo - e amando - o Não Espere pelo Epitáfio...



Não terminei ainda; mas um dos textos de que mais gostei foi esse, que preciso transcrever, de tão bom:

"Refocilar é preciso!

Fevereiro é sempre um mês que carrega em si a agradável ideia de menos trabalho (para quem já o tem), seja por ser um mês mais curto (mesmo nos anos bissextos), seja pela constância com a qual o Carnaval nele desponta. É mês também um pouco indefinido, inclusive quanto à origem do nome februarius (talvez vindo do latim februare/purificar), e acabou se tornando para nós uma época raramente recomendável para iniciar projetos e atividades, exceto no insistente e fragmentado calendário escolar. Fevereiro parece um intervalo temporal menos sério e austero, quase que deixando levemente suspensa a gravidade de nós requerida para o restante dos meses; nele, o nosso desvelo dá-se o direito de relaxar um pouco e dissolve em parte o apego aos cronogramas implacáveis ('depois de fevereiro a gente vê como faz').

No entanto, apesar da fingida vacuidade, fevereiro lembra para muitos um período de agradável refocilamento. Refocilamento? Será que Assis Valente sabia disso ao escrever 'Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros, que nós queremos sambar?' Nosso idioma guarda delícias surpreendentes e uma delas é que essa estranha palavra, refocilamento, significa recuperação das energias perdidas. De onde vem tal entendimento? Em latim o vocábulo focus (fogo) ganhou o diminutivo focilus (foguinho) não na acepção ébria, tão inconveniente por estes festejos, mas indicando o esquentar, aquecer, e, por extensão, reanimar.

Refocilar é, portanto, reaquecer e revigorar! Uma pitada de erudição? É só lembrar que Camões usa o verbo no Canto 9 de Os lusíadas, dizendo: 'Algum repouso, enfim, com que pudesse/refocilar a lassa humanidade'. Fica malicioso perguntar a alguém se já está preparado para refocilar tranquilamente nos feriados ou, melhor ainda, indagar a posteriori na volta ao trabalho: 'refocilaste bem?'

Para muita gente, refocilar implica antes de tudo em ser capaz de passar os dias de folga morgando. Morgar, essa gíria brasileira que quer dizer, entre outras coisas, dormir, nada fazer, deve ter a sua fonte indireta em morgue (necrotério, como descanso) ou, até, em morgado (bens e privilégios herdados que permitiam não trabalhar mais). De qualquer forma, morgar sugere o remanso, o sossego, a habilidade lentamente desejada e desenvolvida para imobilizar as atribulações do cotidiano e evitar perturbações momentâneas.

Refocilar é restaurar e reforçar. É recompor potências, recuperar forças, retomar a animação, isto é, a vitalidade. Note-se que em todos os desdobramentos e identidades desse verbo aparece o prefixo 're' que indica repetição ou reforço de sentido, de forma a trazer de volta aquilo que talvez tenha se ausentado. Mas, logo fevereiro, pouco depois que o ano começa? Não parece prematuro? Refocilar, todavia, é também desenfadar e desenfastiar e aí o prefixo 'des' é negativo, de modo a tornar nulo o enfado e o fastio. Qual enfado ou fastio? Aquele que os aborrecimentos, importunações e desprazeres miúdos provocam sorrateiros no nosso viver e que exigem sim uma carga refocilante.

Reavivar a chama, dar à vida um tempo de recreio, de recreação (recreare, criar de novo), sinalizando esse recrear com a perspectiva de diversão e júbilo. Não é à toa que as nossas memórias se fartam vez ou outra na recordação de grandes recreios vividos com transbordante alegria na aparentemente longínqua infância.

Falamos muito - e isso é importante para afastar a síndrome do ocupacionismo desenfreado - em valorizar o 'ócio criativo'; porém, cautela nessa empreitada, pois corre-se o risco de querer tornar continuamente produtivo (na acepção utilitarista do termo) aquele tempo livre que tanto reivindicamos. O refocilar deve somar-se ao morgar e disso tudo tem de trazer à tona a possibilidade de viver um fundamental 'ócio recreativo' ..."

Precisa dizer mais?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O uso do leque

Tenho observado que esse calor escaldante e abrasador está instigando a retomada do uso do leque.



Nessas últimas duas semanas vi moçoilas descoladas sacando seu leque da bolsa.

Lembrei que lá em casa chegamos a ter uns desses há muito tempo.



E lembrei daquela cena bacana do filme O Diário da Princesa, em que a rainha vai ensinar a princesa a linguagem do leque.



Remonta a uma época em que a vida talvez fosse mais poética, em que a linguagem do leque e das flores e outras pequenas sutilezas compunham o cotidiano das pessoas consideradas bem nascidas.

Achei um post bacana sobre o assunto nesse blog,  http://thetarnishedangels.blogspot.com.br/2010/03/observem-que-o-leque-fala-linguagem-do.html?m=1 . "Observem que o leque fala a linguagem do amor".   Vale conferir. Essas duas fotos são de lá.




Não acredito que a linguagem do leque irá voltar; mas que o adereço é um charme, ah, isso é...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sephora - olhinhos brilhando

Aproveitei um tempinho livre em São Paulo hoje para matar a saudade da Sephora, no JK Iguatemi.



Embora seja perfeitamente possível comprar pelo site - já o fiz -, nada como excursionar pela loja e contar com o atendimento atencioso das gurias.

Estava namorando a paleta Naked 2, da Urban Decay. Mas a Stila está com uma paleta maravilhosa, de cores básicas também, por um preço muito atrativo: de R$209 por R$99. E ainda vem com um lápis marrom maravilhoso.





Escolhi essa base da Stila também. A tampa dela vem com corretivo. E ainda acompanha pincel aplicador para a base e uma pazinha para "rapar" o potinho até o final.



A Dior lançou esse pó maravilhoso, em spray. Se aplicado de perto, ele fica bem concentrado. Aplicado de longe, areadamente, faz a finalização da base, complementando-a.



Da Benefit escolhi o Fake up, o corretivo que é hidratante e anti-vinco; pra evitar aquele efeito craquelado horroroso.



E a Benefit também conta com um creme iluminador, anti bolsas e olheiras, o It's Potent!



Outros benefícios de ir à loja: ganhar uma agenda 2014 bem gracinha. Nunca me disciplinei a usar agenda; menos ainda agora nessa era digital. Mas que mulher resiste a um caderninho?!?



O segundo benefício é que a Sephora está dando R$30 de desconto para quem curtir sua página - Sephora Brasil - no Facebook.

Por fim, como disse, o atendimento atencioso. Quem me assistiu foram a Bia e a Mari. E a Mari, maquiadora, fez questão de me maquiar, mostrando como usar os produtos. Saí pronta para a minha reunião!!!

Para quem gosta de maquiagem e de um creminho, a Sephora é um parque de diversões... Milhares de outras coisinhas que fazem os olhos brilharem...

Ganhei o dia...

Conversa vai, conversa vem e a pessoa te pergunta se tu já te formou, e tu responde que em fevereiro tu completa doze anos de formada. Daí a pessoa te pergunta quantos anos tu tem, e tu responde 35. É sempre bacana ver a surpresa e a pessoa te diz "achava que tu tinha uns 23...".

Nessas horas tu vê que vale a pena investir tanto em cremes... Ganhei o dia...

Hmmmm... Manter o frescor da juventude com a maturidade que o tempo vai nos dando talvez seja o melhor dos mundos...

P.S.: por que sempre há pessoas desagradáveis no Aero, berrando no celular? Um dia tão bom, cruzando com pessoas tão educadas, não pode terminar com um mala no aeroporto...

O Poder dos Livros

Sempre gosto de chegar com uma certa antecedência ao aeroporto, evitando correrias e sobressaltos desnecessários. E meu passatempo favorito enquanto aguardo é dar uma olhada nas lojinhas, evidentemente; como até já falei em outro post.

Tento, tento, mas acabo indo parar na banca de revistas...

Antes mesmo de entrar já começo a me repetir o mantra "eu só vou olhar, eu só vou olhar".

Hoje eu quase sucumbi. Estava tudo sob controle até chegar próximo às revistas e livros de viagem. Levaria pelo menos uns três títulos...

Tive que me repetir varias vezes que estou na viagem de ida e que nao vou querer ficar segurando a sacola o dia inteiro - como fiz com dois livros pesados que eu e minha mãe compramos nos Musei Vaticani.

O que leva alguém que deve ter mais de cem livros em casa ainda por ler a esquecer disso quando se vê cara a cara com um novo? 

Todo livro é uma promessa. De descobertas sobre um mundo novo, encerrado atrás da capa. Quem sabe o que cada um nos reserva? Só lendo pra saber. Creio que isso seja parte importante do fascínio que os livros exercem.

Vamos ver o que o dia reserva. Ainda tenho o aeroporto de retorno e o de casa novamente pra resistir... Tenho que confessar que pensei, a respeito de um livro de exemplar único, que se ele estiver ainda na prateleira no meu retorno, vai embora pra casa comigo...


Reflexões sobre o talvez

Talvez eu precise de silêncio ao meu redor porque já tenho que lidar com a gritaria ensurdecedora do meu interior...

Talvez a minha aparente placidez exterior se deva à inquietude avassaladora que pulsa dentro de mim e exige tanto da minha energia...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Zea Maïs

Zea Maïs é um restaurante super intimista de cozinha contemporânea que te proporciona uma bela experiência gastronômica.

Estive lá durante o Summer Three Course Menu, composto de entrada, prato principal e
sobremesa.

São duas opções para cada prato.

Escolhi as ostras frescas aquecidas com manteiga trufada para entrada. Deliciosas, por sinal.



E o prato principal foi o papillote mediterrâneo de peixe com vegetais e conserva de limão siciliana, que é feito com cherne. Diferente.




A sobremesa foi o delicado Exotique -dacquois de coco, mousse de capim limão e sorbet de manga. Combinação deliciosa...



É claro que não me furtei de experimentar a sopa de morango com espuma de iogurte e manjericão. Vou ter que repetir: combinação deliciosa.



O atendimento é deveras atencioso por todo o pessoal da casa, mas não deixe de procurar o Antônio, que explica direitinho cada prato. Show!!! A começar pelo couvert, três pastas deliciosas e surpreendentes: beterraba com ricota, cream cheese com tomate e abóbora com cominho.

O restaurante fica na Rua Barão do Rio Branco, 354, no Centro de Curitiba.

Para saber mais, www.zeamais.com.br .