domingo, 16 de março de 2014

Books and Beers

Um lugar que gostamos muito em Floripa foi o Books and Beers, à beira da Lagoa da Conceição. 




A decoração remete aos livros. Até os cardápios tem a ver com os livros.





E os pratos e petiscos são uma delícia. A preços bem convidativos. O bacana é que para cada quitute há a indicação da cerveja que harmoniza com ele.

Os locais gostam muito de ir assistir ao por do sol na Lagoa, no deck do segundo andar. É o melhor horário para ir. A partir das 21 horas começa a lotar.

domingo, 9 de março de 2014

Prainha

Amo praia. Levei muito tempo pra descobrir isso, mas amo praia.

Não pode ser uma praia qualquer. Tem que ser a minha praia, de água calma como um espelho. Porque também adoro água.




E tem que se ir com estrutura. Guarda sol, cadeira, esteira... E boa leitura.

Na minha prainha é tão fácil ser feliz... Calma, tranquila, pequena, frequentada por famílias, a maioria com crianças pequenas e casais. E em que o mesmo tio do sorvete percorre a faixa de areia há dez anos. E em que todo mundo é gente como a gente. 

Então é fácil esquecer as neuras com uma gordurinha aqui e outra ali e ser feliz, passando os dias entre a sombra do guarda sol, o calor sob o sol e longos períodos na água. Perfeito...

Fazia bons anos que não tinha um tempo na praia e de repente, não mais que de repente, me deu uma vontade irrefreável de estar de volta nessa vida da prainha. Às vezes me dá uns repentes e arrumo tudo muito rápido. E foi assim que me vi nesse idílio carnavalesco.

Como os prazeres da vida muitas vezes são tão simples.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Acompanhantes para o verão

Dica de dois produtos maravilhosos que estão me acompanhando na praia nesses dias.

O primeiro é o óleo protetor solar da L'Oréal. Vi que há em uma versões, FPS 15 e 30. Estou usando a de 30, já pelo segundo ano consecutivo.



Rende bastante, protege bem e deixa um dourado bonito na pele.

É claro, é óleo, onde pegar areia tu vai ficar parecendo alguma coisa à milanesa. Mas basta tomar um pouco de cuidado. Estou curtindo bastante; até porque é bem hidratante.

O segundo é esse spray pós sol da Calamed. 


É excelente para eventuais queimadinhos. No meu primeiro dia de praia resolvi passar o óleo na beira d'água e acabei não cobrindo direito alguns pontos. Resultado: uns queimadinhos. Que o Calamed já deu conta.

Só tem que cuidar de deixar secar antes de vestir a roupa, porque é meio rosa e pode manchá-la.

Bons acompanhantes para o verão...

domingo, 2 de março de 2014

Buenos Aires: Impressões e Dicas

Para fechar o ciclo Buenos Aires: a cidade parece várias dentro de uma. Há uma Buenos Aires meio melancólica, meio nostálgica e por vezes decadente, pela região do Microcentro e ali por Abastos; uma cidade linda, aristocrática e plena de parques verdejantes nas imediações da Avenida del Libertador e na Recoleta; e uma cidade moderníssima na região do Puerto Madero.

O resultado dessa mistura é um lugar único.

Quanto ao povo, depois de ouvir e ler tantos avisos, de que não seriam muito receptivos aos brasileiros, já parti meio ressabiada. Mas felizmente não tivemos nenhuma experiência negativa. Pelo contrário. O garçom que nos atendeu no Café Tortoni trouxe uma fatia da torta que eu havia pedido um pouco maior, para dividi-la com o meu pai. Uma delicadeza sem obrigatoriedade alguma... E a Sra. Maria Mateo, que nos atendeu pessoalmente em sua loja de pashminas finas artesanais, tão fina e elegante quanto seus artigos... E o taxista que nos orientou a sair do Caminito algumas horas antes de começar um jogo do Boca no La Bombonera. Gentileza gratuita.

Experiências como essa são excelentes para quebrarmos paradigmas e pré conceitos.

E o clima estava perfeito. Li que fevereiro não costuma ser um bom mês para visitar a cidade, pois costuma ser quente, úmido e chuvoso. Porém, estava um calor ameno, gostoso. Os dias começavam meio nublados e depois abriam mais bonitos.

Quanto ao momento dica, ainda restam duas: os produtos maravilhosos da Abuela Goye, da Patagônia. Alfajores, sorvete, chocolates, azeite de oliva, geléias e até um óleo de rosa mosqueta para a pele! Tem que provar. Há algumas lojas em Buenos Aires. Me lembro de uma no Puerto Madero, uma nas Galerias Pacífico e uma na Calle Florida.

A outra dica é a Farmacity, a Panvel de Buenos Aires. Há uma infinidade de produtos de beleza das melhores marcas, a preços convidativos. E a
Farmacity tem uma linha própria de maquiagem e esmaltes, a preços realmente muito bons. Esse rímel duplo, com dois pincéis, um alongador e um de
volume, custa em torno de R$20,00. O outro é um batom parecido com o da Clinique, o Chubby Stick. Não lembro o preço, mas era bem em conta também.



Por fim, um detalhe para atentar: há máquinas de cartão que não passaram o meu de jeito nenhum. Nem no débito nem no crédito. E ninguém sabe explicar o motivo. Isso aconteceu em uma Abuela Goye e em uma Farmacity. Fui em outras lojas das mesmas marcas e não tive problema algum. Vai entender... Então, vá com mais de um cartão. De preferência, de bandeiras distintas.

É certo que Buenos Aires é um destino para voltar. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Buenos Aires - dia 3

E o que tivemos pra hoje? Início do dia na Plaza de los dos Congresos.



Na esquina fica esse prédio que outrora deve ter sido lindo, a Confiteria del Molino, que se baseou no Moulin Rouge. Hoje é esse lugar lúgubre, fechado desde 1990. Triste...



E seguimos para Abastos, ao Monumento a Carlos Gardel.


Abastos é um bairro de Buenos Aires em que viveu Gardel com sua mãe; e por isso conserva muito da celebração ao tango. 

Em frente ao monumento está o maior shopping da cidade, o Abastos; mas basta andar uma rua para se sentir transportado no tempo, à década de 1920-1930. O mercadinho da esquina da rua de Gardel deve se manter igual desde então...

Compensa visitar a casa em que morou "el morocho" - o moreno -, como costumavam chamá-lo. A construção surpreende pelo amplo tamanho, que só se descortina ao cruzar a entrada. As salas amplas e os três andares contam a trajetória do maior intérprete do tango. Eu nem sabia que ele também foi ator, nem que morreu em um acidente aéreo.










A parte mais legal é ver a cozinha, a área de serviço e o banheiro, perfeitamente preservados.



O lugar é mais bacana do que eu esperava...

Hoje o bairro é predominantemente judeu, e encontra-se muitos ortodoxos andando pelas ruas.

Saindo de lá tomamos um táxi para o Puerto Madero - lugar surpreendente...



Parêntesis: táxi é a melhor forma de se locomover em Buenos Aires, pela relação custo-benefício. Sou meio suspeita pra falar, porque viajando sou capaz de andar um dia inteiro; mas para distâncias maiores a pedida é ir de táxi. E ter sempre dinheiro trocado para pagar a corrida.

Nós e meia Buenos Aires fomos para lá, aproveitar a tarde de sábado. É outra cidade, outro astral, outro visual. 



O Puerto Madero se derrama pelo Rio da  Plata ao longo de oito diques. Nos prédios que preenchem os espaços entre os diques há uma infinidade de restaurantes, lanchonetes, sorveterias e bares. E a população vai caminhar, andar de patins e levar seus pets pra passear por ali. E atravessando o rio por pontes sobre os diques, no outro lado há mais uma infinidade de restaurantes, lanchonetes, sorveterias e bares. E prédios moderníssimos, onde estão sediados bancos e grandes empresas, hotéis e moradias. E há toda uma parte verde maravilhosa. Vi um parque lindíssimo.



É certo que o Puerto Madero ganhou meu coração. Possivelmente seria o lugar em que gostaria de morar aqui em Buenos Aires.

Amanhã é dia de Féria de San Telmo, Caminito e Lá Bombonera.




Buenos Aires - dia 4

A Fería de San Telmo é uma ótima opção para começar o domingo em Buenos Aires.



É uma feira de antiguidades e de produtos artesanais. As barraquinhas se espalham por algumas ruas do bairro de San Telmo, mas há também muitas lojas de antiquários que ficam abertas durante a feira. Há cristais, luminárias, móveis finos, roupas e bolsas em couro e lã, talheres e por aí vai.



Depois de pernear por tudo a dica é tomar um frapuccino bem gelado na Starbucks que fica no centro da feira, em uma das esquinas da praça.



Tentamos ir ao estádio do Boca Juniors, La Bombonera; mas o domingo foi de jogo, então não havia acesso nem para o Museo de La Pasión Boquense, que fica no local.

Assim, rumamos para o Caminito. 




Como ponto turístico, é um lugar em que se tem de ir. Gostei das casinhas coloridas e dos bonecos posicionados nas janelas, e das pinturas nas paredes. Detestei a muvuca de gente.

Ainda assim, é ótimo para comprar lembrancinhas, como ímãs, pratinhos, estatuetas, dedais, camisetas. Os preços já estavam melhores que em outras lojas, e ainda escolhemos um lugar em que ganhamos um bom desconto.

Como terminamos a função de conhecer os principais pontos cedo, ainda deu tempo de voltarmos a alguns lugares que fizeram sucesso, como a Galerias Pacífico, a Plaza San Martín, a Calle Florida e as farmácias Farmacity.

Próximo post: dicas e impressões.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Buenos Aires - dia 2

Esse segundo dia em Buenos Aires foi marcado por verde, muito verde.

Começamos em Palermo, no Jardín Zoológico. Experiência bacana, principalmente para quem não ia a um zoo há alguns anos. 





Em frente ao Zoo fica o Jardín Botánico. Local por demais aprazível, repleto de árvores e plantas, pontuado por esculturas lindíssimas. Entrada franca. 



Fomos em torno do horário do almoço, e muita gente faz sua refeição e vai sentar, pensar e curtir a vida no Jardín Botánico.



A pedida seguinte é atravessar a Avenida Santa Fé e adentrar pelas ruas de Palermo. Compramos até coleira pra um dos nossos gatos em uma pet shop descolada.

Quando cansar de pernear pegue um taxi e vá para o Museo Nacional de Arte Decorativo, na Avenida del Libertador, 1902.

Era residência de uma família tradicional argentina, datada do início do século 20, que acabou comprada pelo governo e virou museu. Abriga uma coleção rica, inclusive com estátuas do século IV a.C.

O Museo conta com um café charmosinho, onde se come um autêntico alfajor delicioso.

O próximo passo é seguir a pé na Avenida del Libertador, passando por inúmeras "plazas" arborizadas. Muita gente vai caminhar ou levar o cachorro pra passear.






Depois do Museu de Belas Artes se pega o início da Avenida Alvear, ladeada por prédios e casas belíssimos, nos quais há lojas das marcas mais importantes.

É nessa avenida que fica o Hotel Alvear, o mais fino de Buenos Aires atualmente. 

Também conta com a Galeria Alvear, com lojas igualmente elegantes de marcas argentinas.

É lá que fica uma das lojas de Maria Mateo, que faz artesanalmente esplêndidas pashminas, cachecóis, estolas de fitas de seda. Lindos produtos. Seu trabalho aparece constantemente em revistas, como um dos itens típicos de Buenos Aires. Must-have.

Na Avenida Alvear ainda está a Embaixada do Brasil, um palacete defronte à Plaza Carlos Pereyo. E bem próxima está a Embaixada da França. Pena que ambas estavam com as magníficas fachadas parcialmente cobertas, em reforma.

A segunda noite foi dedicada ao show de tango. Optamos pelo do Café Tortoni. Gostamos bastante. Ocorre no subsolo do café, em dois espetáculos, às 20:30 e às 22:30, com duração de uma hora.




O show é uma mescla de teatro sobre como nasceu o tango e apresentações da dança, bem como de milongas e danças "gauchas", que se assemelham muito com as nossas apresentações de chula e com boleadeiras.

Um aspecto muito bom de se assistir no Tortoni é ir e voltar a pé do hotel, caso esteja hospedado na região.

Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas caminhando tranquilamente na Avenida de Mayo em torno das 22 horas...

Finalizando discorrendo sobre algo que adoro fazer: percorrer os supermercados e farmácias dos lugares por onde ando. É muito bacana descobrir marcas de produtos que fazem parte do nosso dia a dia, bem como embalagens muito diferentes. Faz parte da graça da viagem.

Uma coisa interessante daqui: alguns lugares contam com wi-fi aberto e gratuito. Como a Galerias Pacífico e o Jardín Botánico.