sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cidade Nova, Santo Domingo, República Dominicana

Hoje fui zanzar pela "cidade nova", a Santo Domingo moderna, fora da Zona Colonial.

Sempre gosto de tentar compreender como é a vida nos lugares pra onde viajo, como é o dia a dia das pessoas. E ficar só na Zona Colonial não me mostraria isso.

Fomos ao Jardín Botánico, ao Zoo, ao Shopping Sambil e ao Acuario Nacional; mas eu vi muito mais de Santo Domingo pelo que observei enquanto transitávamos de carro de um lugar para outro.

A cidade me pareceu imensa. Me lembrou muito o Rio de Janeiro em seus contrastes. Há áreas em que se encastelam os muito endinheirados - como a que margeia o Jardín Botánico - com casas muito bonitas e bem projetadas. Há pontos que se assemelham muito às periferias do Rio e La Boca e Caminito de Buenos Aires. E bairros de classe média.







Há imensas e boas avenidas que cortam a cidade. E ruas esburacadas e quase se desmanchando. Muitas vias tortuosas. O trânsito é o caos total. O Pablo, nosso motorista de hoje, foi fundamental para o sucesso do passeio.

Muitos carros novos, modernos, grandes caminhonetes, muitos Hyundai. E carros batidos e caindo aos pedaços transitando normalmente. Me lembrei de Nápoles.

Hotéis de luxo, cada um com seu cassino, na Avenida Malecón, à beira mar.

Uma Chinatown, como San Francisco e Los Angeles, que parece ser muito perigosa para os turistas, porque diz que há muitos assaltos.

Frutas sendo vendidas na caçamba de caminhonetes e outros tipos de carrinhos na rua.

Lojas muito grandes, imensas, de várias coisas. Uma Ikea, uma loja de brinquedos, artigos pra casa. 

No shopping, vários bancos e empresas de telefonia. Claro, Viva e Orange, que diz que é a melhor em custo-benefício.

Grandes pontes que ligam um lado a outro da cidade.



As famílias aqui são muito grandes. É normal um casal ter doze filhos, mas podem chegar aos vinte.

Algo interessantíssimo: em todos os lugares fui muito bem atendida, muito bem recebida, mas quando os dominicanos falam entre si muitas vezes parece que estão brigando. Me lembrou os argentinos, que me passam a mesma impressão. Creio que seja porque falam alto e muito rápido. Herança da cultura espanhola colonial, acho.

Mas é um povo que te acolhe muito bem, com simpatia e cordialidade. Fiz bons amigos aqui. Como a Teresa - vou falar dela em outro post.

Brasileiros são muito bem vindos. Todos gostam muito. "O Brasil é o mundo". Ouvi muito isso aqui.

A música latina impera. Os dominicanos são fãs de merengue e da bachata, um ritmo próprio da ilha.

Coisas que me chamaram a atenção: o policiamento à noite no trajeto do aero para o hotel, na Zona Colonial, que tem uns 23 km. Muitos, muitos carros de polícia dispostos ao longo da via, alguns fazendo abordagens em bares. O Tony me disse que é para combater as drogas.

Aqui na Zona Colonial tem uma polícia especial para os turistas, com cuartel. E os policiais ficam circulando.

Na Zona Colonial também tem um Centro de Atendimento aos Sobreviventes, que atende mulheres que sofreram violência doméstica ou outro tipo de abuso. Pelo que entendi, aqui o agressor também tem um tratamento meio Maria da Penha.

Bom, dos lugares em que fui hoje:

Jardín Botánico - sempre procuro ir nas minhas viagens, porque o Senhor se expressa na natureza. Gostei muito. É o maior do Caribe. Plantas de várias partes do mundo. Um Jardín Japonés esplêndido. E você vai de trenzinho, com um guia explicando tudo. O que mais me impressionou: é aberto aos dominicanos gratuitamente, os quais o usam para caminhar, correr e praticar esportes. Estava cheio. Há placas ao longo de toda a estrada incentivando os bons hábitos de vida.







Zoo - não tem dimensões muito avantajadas, o que permite encaixá-lo no passeio. Amei os lêmures. E não sabia que as iguanas são nativas daqui.



Sambil Mall - shopping grande, que tem um aquário como atração. Aqui foi onde mais me lembrou a nossa vida diária no Brasil. Principalmente o pessoal dos escritórios do entorno indo lá almoçar. E as lojas são setorizadas.



Acuario Nacional - espaço amplo e tudo muito limpo. O cenário externo é lindo.













Resquícios da Zona Colonial, que complementamos hoje:

Convento de los Dominicos - começou como igreja e convento. Em seguida, funcionou a primeira universidade da América, a Universidad de Santo Tomás de Aquino. Construído entre 1510 e 1531, transformado em universidade em 1534, retomado pelos dominicanos em 1954.




Plaza Duarte - defronte ao convento, conta com uma estátua de um dos Pais da Independência, Duarte.


Monasterio de San Francisco - construído em 1508 pelos franciscanos, foi o primeiro monastério do Novo Mundo. No local funcionou um hospício entre 1880 e 1930. Foi destruído por um furacão, remanescendo em ruínas. 




Dicas: essa época, de "inverno", é muito boa para estar aqui, já que é quente mas não deve ser tão quente quanto no verão. Mas dá pra suar bastante.

Logo, as roupas ficam imprestáveis. Essas não dá pra usar mais na viagem.

Dois dias são suficientes para conhecer as atrações da Zona Colonial, a jóia histórica da cidade; e ter uma panorâmica da parte nova. Mas um guia é essencial. 



Gastronomia Dominicana

Em termos de gastronomia, o que provei de típico em Santo Domingo: sopa de pescado, que é de peixe com batata e
cenoura; moro con guandules, que é um arroz com feijão. Acompanhado de abacate, que fica uma delícia com vinagre e sal.



Essa do abacate é uma prova de como viajar amplia a nossa visão de mundo - broaden our minds. Na minha casa tinha um abacateiro, e sempre se comeu abacate - eu não muito. Nunca me passou pela cabeça prepará-lo salgado. Menos ainda com vinagre. Mas temos que quebrar paradigmas, ideias preconcebidas ou pensamento pequeno. E pra isso viajar é fundamental.

Outra coisa que tem que provar: mamajuana, que é uma bebida que mistura vinho, rum, mel e ervas. Uma delícia. Diz-se que tem propriedades afrodisíacas.

Aqui em Santo Domingo tem o Chocomuseo, onde se pode comprar tudo de cacau, desde chá de chocolate - outro que tem que provar - até cosméticos feitos de chocolate.

O chocolate deles é bem forte, com um gosto único. Provei o branco com cranberries. Bem gostoso.



Outra coisa que vale a pena aqui é o café. O Santo Domingo é o mais famoso.


No Iberostar não há comida típica. É uma comida mais americanizada...


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Zona Colonial, Santo Domingo, República Dominicana

Há uns três anos estava pesquisando pra vir ao Caribe e foi quando fiquei sabendo de Santo Domingo, capital da República Dominicana. 

Esse ano, programando as férias, no verão, lembrei de Santo Domingo, que estava há tempos no meu caderninho...

A cidade é a mais antiga da América e foi fundada em 1498, por Cristóvão Colombo e seu irmão, Bartolomeu. A Cidade Colonial, Patrimônio da Humanidade da Unesco.

Para quem gosta de História é um prato cheio. Inúmeras construções, em bom estado, de 1500 e 1600.

Atrações imperdíveis:

Catedral Primada de América - a primeira catedral das Américas, de 1542. Fato interessante: as pesadas portas da época são mantidas abertas e a entrada e saída agora são feitas por imensas portas de vidro. Foi a única igreja que já vi até hoje que conta com um violento ar condicionado.





Fortaleza Ozama - seu nome decorre do Rio Ozama, que banha a cidade - onde chegam os imensos navios turísticos. Construído entre 1502 e 1508, a fim de proteger a cidade dos ataques de piratas e conquistadores. Todo de pedra, uma estrutura imponente.






Alcázar de Cólon - com vista para o Rio Ozama, foi a residência de Diego Colombo, filho de Cristóvão, quando governador da ilha em 1509.







Faro de Colón (Farol de Colombo) - túmulo que abrigaria os restos de Colombo, transferidos da Catedral Primada de América em um lindo monumento. Com inúmeras salas destinadas a exposições permanentes de itens culturais de outros países do mundo. Tem forma de cruz e à noite são emitidas várias luzes para o céu, que formam essa cruz no céu.




Os amigos do México que me acompanharam aqui - tem gente de tudo quanto é lugar na Zona Colonial:



Los Tres Ojos - cavernas calcárias alimentadas por um rio e que formam piscinas naturais de água azulada, os "Tres Ojos". Os índios Taino, habitantes originários da ilha, habitavam nesse local. Em tempos antiquíssimos fazia parte do mar do Caribe, o que deixou as cavernas cheias de corais que se transformaram em pedra, interessantíssimos.




Hospital Nicolás de Bari - o mais antigo da América, construído entre 1503 e 1552 pelo governador Nicolás de Ovando. Mesclava hospital e igreja. Hoje as ruínas abrigam uma família imensa de caturritas verdes lindas nos buracos que serviam de seteiras na época colonial.



Hostal Nicolás de Ovando - prédio do século XVI, construído em 1502, residência do governador Nicolás. Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco.

Parque Independência - onde foi proclamada a independência da República Dominicana do Haiti. Guarda um monumento dedicado aos três Pais Fundadores da República Dominicana, Sánchez, Duarte e Mella, bem como seus restos mortais.





Parque Colón - a praça principal da Cidade Colonial, em frente à Catedral Primada de América, e conta com uma estátua de Cristóvão Colombo (foto acima).

Panteão Nacional - onde repousam os restos mortais dos heróis nacionais.



Praça de Espanha - defronte ao Alcázar de Cólon, repleto de restaurantes.




Calle El Conde - rua de comércio, destinada apenas aos pedestres. Lembra muito a Calle Florida, de Buenos Aires.

Calle de Las Damas - primeira rua da Cidade Colonial. Era a rua na qual as damas passeavam; daí seu nome. 


Dicas: para mim foi muito válido contratar um guia local, que me levou a todos os pontos principais. O Tony tem uma paciência de Jó, fez um passeio de oito horas comigo e tirou várias fotos pra mim, já que estava sozinha. Contratei pela Stayhappyrd, @stayhappyrd no Instagram.


Roupas confortáveis e disposição para caminhar são imprescindíveis. O clima é quente, mas há pontos com uma brisa maravilhosa. E esse azul do céu enche os olhos.

Fazendo a visita guiada, um dia é mais do que suficiente para conhecer a Zona Colonial.

Amanhã é dia de conhecer a nova cidade, a parte moderna de
Santo Domingo...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dicas para uma viagem tranquila

- Deixar uma cópia dos cartões de credito que vai usar no exterior com uma pessoa de sua confiança, para o caso de perda, roubo, furto, extravio, para bloquear/cancelar os cartões;

- O mesmo vale para o passaporte;

- Lembrar de levar a nota fiscal de eletrônicos, tablets, câmeras celulares. Já encrencaram comigo no retorno ao país por causa do meu IPad velho...;

- Levar todos os dados de vôos, transfers e hotéis num caderninho, para o caso de perda dos vouchers;

- No mesmo caderninho, anotar os dados das Embaixadas/Consulados do Brasil nos países para onde vai viajar;

- Levar copia do passaporte, para o caso de não querer ou não poder andar com ele por aí;

- Fazer a carteira de motorista internacional, que serve de identificação - grande dica da minha amiga Fernanda Ferla; não fiz a minha ainda, mas farei;
*Atualizando: minha amiga Roberta Matias, proprietária de agência de viagens, alertou que é necessário apresentar junto a carteira de motorista nacional;

- Esses diários de viagem são super práticos. Anoto tudo aí, desde museus, restaurantes, lojas, pontos turísticos e históricos onde quero ir, comidas e bebidas para experimentar, coisas para comprar, etc. Tilibra, baratinho, uns R$13;



- Colocar seus dados numa folha. Nome completo, endereço, email, celular. Para colocar dentro das suas malas, para o caso de extravio.

- Levar muda de roupa na mala de mão;

- Levar protetor auricular para a dor de ouvido na decolagem e aterrissagem (quase morro);

- Tomar a vacina da febre amarela e fazer a carteira internacional de vacinação na Anvisa, para não se esquentar mais com isso por dez anos;

- Levar adaptador de tomada;

- Levar farmacinha de precaução (remédios para vômito, diarréia, dor de cabeça, febre... o básico) e seus remédios habituais;

- Lembrar de não levar líquidos com mais de 100 ml na bagagem de mão, e colocá-los no saco ziploc (aquele de congelar comida que vende no mercado). Às vezes não encrencam por causa do ziploc e às vezes enchem a paciência. Logo, ziploc - aliás, levo uns de reserva, porque são práticos;

- Liberar cartões de crédito para uso no exterior;

- Dependendo do destino, vale a pena contratar pacote de voz, com "x" minutos para ligações, para garantir comunicação, principalmente para o caso de enfrentar algum problema e precisar ligar para alguém; e dependendo do destino vale a pena comprar chip local;

 - Levar cadeado(s) de reserva;

- Se vou para o exterior sempre levo minha mochila da Samsonite como bagagem de mão. Ela volta com os "recuerdos" frágeis. Se estou sozinha, quando vou entrar no vôo coloco cadeado em cada bolso e vou tranquila;

- Sempre lacro minhas malas naquelas máquinas de plastificar quando vou para o exterior. Ajuda a protegê-las de tanto manuseio e de alguma forma auxilia na segurança. As empresas também oferecem seguro e ajudam a rastrear a mala em caso de extravio;

- Às vezes o hotel oferece esse serviço; lacrei minha mala já no Iberostar, por um valor bem mais em conta do que no aero;

- Sempre levo papel e material escrevente; sempre tem aqueles formulários de imigração ou alfândega para preencher;

- É legal levar uma balança para mala. Ajuda a controlar o excesso de bagagem;

- Dessa vez, no meu retorno montei a gaveta de viagem, onde coloquei todas as coisas que só uso ao viajar. Cadeados, balança de mala, adaptador, doleira...

Viajar para se encontrar

Sair uns dias em recesso de final de ano é excepcional para aquietar a mente e dar um refresco para a  alma. Pausas são necessárias diante dos nossos desafios diários. É tanto relaxante quanto excitante descobrir lugares novos, conhecer pessoas diferentes, ter os olhos atraídos pelas novidades.



Porém, o voltar para casa também tem gosto de novidade. Após alguns dias fora é como se a nossa casa fosse também um mundo novo. Nosso olho destreinou da rotina. Sempre gostei desse misto de aconchego e estranhamento quando volto pra casa. Me permite ver detalhes que de outra forma possivelmente me passariam desapercebidos. 

O mesmo acontece com o carro, se você viajou por outro meio de transporte. Quer maneira mais fácil de ter um carro novo (rsrsrs)? Não lembrava que era tão macio, não lembrava que respondia tão rápido, não lembrava que era tão grande... Ou o contrário...



E a nossa vizinhança, nosso trabalho e os lugares por onde sempre andamos? É toda uma redescoberta...

Viajar nos permite descobrir mais do mundo e descobrir mais do nosso próprio mundo...